CASTELO DA PÓVOA DE LANHOSO

Edificado num maciço rochoso do Monte do Pilar, a sua construção não se deve à vontade de nenhum rei, com é comum, mas sim ao arcebispo de Braga, por volta de 1071, para defesa da sede episcopal. Este local já tinha ocupação humana desde o período calcolítico e também os romanos o dotaram de uma fortificação, o castelo do arcebispo terá sido melhorado no reinado de D. Afonso Henriques, passando a ter Torre de Menagem.

A este castelo estão ligados alguns episódios dramáticos, um deles refere que D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, terá sido desterrada para este castelo após a batalha de S. Mamede, outro conta que anos mais tarde, o alcaide do castelo suspeitando da infidelidade da esposa, lançou fogo à alcáçova, com a esposa e criados lá dentro.

Já no início do século XVIII, um comerciante do porto, obtém autorização para utilizar as pedras do castelo na construção de uma réplica do Santuário do Bom Jesus de Braga, desaparecendo desta forma as muralhas, para surgir o Santuário de Nossa Senhora do Pilar. O castelo está classificado como Monumento Nacional, tem vindo a beneficiar de obras de reconstrução e restauro, mantendo-se como principal testemunho do passado, a Torre de Menagem.

Castelo da Povoa de Lanhoso

SANTUÁRIO DO BOM JESUS

O Santuário do Bom Jesus do Monte (também referido como Santuário do Bom Jesus de Braga) localiza-se na freguesia de Tenões, na cidade, concelho e distrito de Braga, em Portugal. Fica situado nas proximidades do Santuário de Nossa Senhora do Sameiro.

Este santuário católico dedicado ao Senhor Bom Jesus constitui-se num conjunto arquitetónico-paisagístico integrado por uma igreja, um escadório onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata (Parque do Bom Jesus), alguns hotéis e um funicular (Elevador do Bom Jesus).

Santuário do Bom Jesus

MARIA DA FONTE

Maria da Fonte, ou Revolta do Minho, é o nome dado a uma revolta popular ocorrida na primavera de 1846 contra o governo cartista presidido por António Bernardo da Costa Cabral. A revolta resultou das tensões sociais remanescentes das guerras liberais, exacerbadas pelo grande descontentamento popular gerado pelas novas leis de recrutamento militar que se lhe seguiram, por alterações fiscais e pela proibição de realizar enterros dentro de igrejas.

Iniciou-se na zona de Póvoa de Lanhoso (Minho) uma sublevação popular que se foi progressivamente estendendo a todo o norte de Portugal. A instigadora dos motins iniciais terá sido uma mulher do povo chamada Maria, natural da freguesia de Fontarcada, que por isso ficaria conhecida pela alcunha de Maria da Fonte. Como a fase inicial do movimento insurreccional teve uma forte componente feminina, acabou por ser esse o nome dado à revolta. A sublevação propagou-se depois ao resto do país e provocou a substituição do governo de Costa Cabral por um presidido por Pedro de Sousa Holstein, o 1.º Duque de Palmela. Quando, num golpe palaciano, conhecido pela Emboscada, a 6 de outubro daquele ano, a rainha D. Maria II demite o governo e nomeia o marechal João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, 1.º Duque de Saldanha, para constituir novo ministério, a insurreição reacende-se.

O resultado foi uma nova guerra civil de 8 meses, a Patuleia, que apenas terminaria com a assinatura da Convenção de Gramido, a 30 de junho de 1847, após a intervenção de forças militares estrangeiras ao abrigo da Quádrupla Aliança.

Maria da Fonte

PALACETE VILLA BEATRIZ

O elegante palacete oitocentista denominado de Villa Beatriz, integrado na Quinta com mesmo nome, fica junto ao rio Ave, na bucólica paisagem vinhateira de Entre Douro e Minho. Foi mandado construir por Francisco Antunes Guimarães, em honra da sua amada Beatriz, que nunca chegou a habitar a casa, por ter falecido muito jovem. O imóvel representa uma típica "casa de brasileiro", consideradas na época como exemplos de mau gosto e novo-riquismo, e hoje reabilitadas na sua vertente romântica e precursora de tantas inovações arquitetónicas e construtivas.

O palacete tem quatro pisos de absoluto requinte. Interiormente existem vários elementos de superior recorte, como as paredes e tetos pintados à mão, amplos espaços, ornamentos e mobílias luxuosas que ainda hoje são as originais do século XIX meticulosamente preservadas. Exteriormente pode-se observar o trabalhado no granito em todo o palacete, as estátuas que pontificam na entrada e os jardins harmoniosos e bem tratados que circundam todo o espaço. A quinta, que se estende por 70 ha. de terreno, possui extensas vinhas, uma moderna adega em laboração, instalada na "Casa Nova", um edifício construído em 1898, anexo ao palacete e recentemente recuperado, uma agropecuária, uma vacaria, um museu rural e uma praia fluvial. A Villa Beatriz pode quase apresentar-se como casa museu do século XIX.

Palacete Villa Beatriz

PONTE MEM GUTTERES

A Ponte Mem Gutierres, também conhecida como Ponte de Esperança, ou Ponte Domingos Terno, provável responsável pela edificação, erigida sobre o Rio Ave, caracteriza-se por ser uma ponte de perfil em cavalete assente sobre um arco de volta quebrada, formado por aduelas estreitas e compridas, apoiado em sólidos pilares que arrancam diretamente das margens.

As guardas do tabuleiro são constituídas por duas fiadas de pedras assentes na horizontal.

A esta ponte estão associadas algumas lendas, nomeadamente a do seu poder em fertilizar o ventre das mulheres.

Ponte Mem Gutteres

DIVER LANHOSO

Englobamos no mesmo local mais de 50 actividades de desporto, aventura e natureza, sempre acompanhados por monitores especializados. Temos um vasto leque de actividades como Equitação, Via Ferrata, Pontes suspensas, Mina-Labirinto, Escalada, Orientação, Golfe de Montanha, Caça ao tesouro, BTT, Diverkids entre outros.

Diver Lanhoso

CASTRO DE LANHOSO

O Castro de Lanhoso localiza-se num esporão rochoso do maciço montanhoso conhecido por Monte de Lanhoso ou Monte do Pilar. As características topográficas do monte conferiam ao povoado excelentes condições naturais de defesa.

As estruturas, de planta circular e retangular, distribuem-se pela vertente Este do monte e estão dispostas em socalcos, firmados por muros de suporte.

Este povoado fortificado foi objeto de trabalhos arqueológicos esporádicos ao longo do séc. XX. A análise do espólio proveniente das escavações arqueológicas, realizadas por Carlos Teixeira, nos anos 30, e por K. Petruso, em 1982, permitiram detetar vários momentos de ocupação humana anteriores à romanização.

Em 2001, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, para além da limpeza das estruturas, procedeu à edificação de um núcleo formado por três estruturas habitacionais que procuram representar, o mais fielmente possível, as características próprias das habitações castrejas. A par destas edificações, o visitante pode usufruir de um percurso interpretativo sobre o Castro de Lanhoso e a Cultura Castreja.

Castro de Lanhoso